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Expo na Estação Pinacoteca

Crianças,
Sei que estou afastada deste blog, mas desta vez a coisa foi por um motivo sério: crise de tendinite. Tenho várias novidades para postar, desenhos e gravuras novos e não posso escrever! Por isso o post de hoje vai ser curtinho: abre no sábado, na Estação Pinacoteca, das 11:00 as 14:00 hs a expo GRAVURA EM CAMPO EXPANDIDO. Sei que o horário é meio estranho, mas vale a pena conferir. A obra é requentada, pois foram escolhidos os “Bastidores”, mas os que ainda não viram de perto as peças ou quiserem passar por lá serão bem vindos! E, é claro, aproveitem as outras obras! O convite vai abaixo. No dia 17 de maio deve ter uma mesa redonda sobre o tema, e estarei nela. Mas colocarei o convite a tempo. E vou parar pq o braço esta doendo!

Beijo a todos,

Rosana

Mini curso SESC Belenzinho!!!!!!!!!!!

Olá meus caros, como vão?

Gente, este post é para divulgar um curso relâmpago (3 dias apenas) que darei no SESC Belenzinho sobre a presença negra nas Artes Visuais no Brasil. E o melhor de tudo: GRATIS!!! É só fazer a inscrição.

Portanto, apareçam, avisem os vizinhos, familiares, amigos….

Bj a todos,

Rosana

Ancestralidade Negra nas Artes Visuais do Brasil


Minicurso com a artista plástica e doutora em poéticas visuais

Rosana Paulino. Duração: 3 encontros.
Sala de Expressão Corporal 1. Grátis.
Quartas, dias 16, 23 e 30 de Novembro das 19h às 21h30.
Não recomendado para menores de 16 anos


SESC Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Estação Belém do Metrô. Tel. 2076 97 00 http://email@belenzinho.sescsp.org.br

O Amor: Modos e Usos – Fechamento

Olá a todos!

Meus queridos, estou iniciando o processo de “Fechamento”, se é que posso dizer assim, da exposição O AMOR: MODOS E USOS. Na realidade, um projeto nunca termina. O que encerra é a mostra, pois as ideias e, principalmente, o aprendizado, ficam na cabeça e futuramente deverão render novas obras, novas trocas com amigos, etc.

Mas é das trocas que vou falar hoje. Como todos sabem, tivemos duas conversas durante o período da exposição. Na segunda delas contamos com duas colaborações importantes: a primeira do crítico Alexandre Araujo, cujo texto em breve será disponibilizado aqui, e outra da jovem crítica Ana Amália Alves que gentilmente postou no blog CRÍTICA MARGINAL http://criticamarginal.wordpress.com/ o texto e as imagens abaixo. Esta foi uma bela contribuição para a exposição e para os debates ocorridos. A crítica e a discussão do ambiente contemporâneo são, infelizmente, algo que tem sido frequentemente subestimado pelos artistas. Os debates, as conversas, as trocas de informação, pontos de vista e ideias são fundamentais para o crescimento e democratização da produção visual realizada no país. Insisto, portanto, na importância do intercâmbio de conhecimentos entre os diversos agentes que atuam no circuito cultural, sejam eles artistas, críticos ou produtores (quando não tudo isto junto, fato que vem se tornando cada vez mais comum devido as peculiaridades do ambiente artístico brasileiro).

Abaixo vai o texto, bem como as fotos que ela fez no dia. Visitem também o blog, que é muito interessante e vale a pena conhecer. Mas deixo a Ana com a palavra.

Um abraço a todos,

Rosana

ROSANA PAULINO – O AMOS: MODOS E USOS.

Para quem ainda acha que a arte no Brasil é uma questão elitista, de um grupo fechado, distante das questões de seu povo, deixo esse post tanto no intuito de mudar essa visão, como de divulgar discussões existentes hoje, e talvez ainda não tão divulgadas. O Ateliê Oço, no último sábado (15/10/11), promoveu um debate com a artista em exposição agora, Rosana Paulino. Em uma tarde chuvosa, cerca de dez pessoas de diferentes áreas, sentadas em círculo, em meio às obras, discutiram arte.
A fala de Rosana Paulino, após apresentar um pouco de sua trajetória de consolidação como artista (que estudou no London Print Studio, e teve um percurso um tanto distinto por não passar primeiramente por galerias, mas já ser convidada para exposições), focou-se na chamada da classe artística a um posicionamento coletivo para lidar com a verba e notoriedade que a arte vem ganhando, nos últimos anos, no Brasil. Uma necessária consciência de classe, segundo Paulino, faz-se necessária com urgência – para que os investimentos não acabem por repetir os erros feitos até hoje, e as insuficiências da feitura e do acesso à arte não sejam perpetuadas. Como fazer com que os artistas/galeristas/curadores/público se posicionem coletivamente? Por meio de debates como esse, e maiores, e mais frequentes, e pela volta da prática formativa dos ateliês coletivos(1).
Rosana Paulino é uma artista preocupada com as opressões históricas sofridas pela mulher negra. O seu projeto artístico apresenta essa questão, revelando ora os pesos sociais que a mulher tem que carregar solitariamente e sem braços, ora a violência e as mutilações que o sexo feminino recebe de olhos vedados. Se, por um lado, suas obras possam incomodar por tornar visível aquilo que (pela repetição ao longo dos anos ou por qualquer outro motivo) se tornou invisível, por outro, provocam a mulher a tirar suas vendas e suas amarras, e a livrar-se de sua condição de gênero diminuído.
A exposição O amor: modos e usos tem fomento do Proac, e justamente por isso está localizada no Ateliê Oço. Rosana Paulino tem a preocupação de usar publicamente o dinheiro público investido em seu trabalho. Assim, essa portinha no meio do bairro da Liberdade, fora do circuito típico da arte em São Paulo, foi escolhido por ela com orgulho.
A temática do amor, as questões raciais e de gênero, por não serem preocupações comuns da arte contemporânea, foram seus temas nesse projeto. A exposição também é feita por técnicas não tão em voga na arte institucionalizada atualmente, como desenhos, gravuras e pequenas esculturas. Alexandre Araujo Bispo, o antropólogo que mediou a conversa, indicou a possibilidade de vermos essas obras como relações entre a democracia e as formas de viver a intimidade.
Em um trabalho artístico assumidamente ligado a questões políticas, Rosana Paulino mostra as relações possíveis da arte com o desenvolvimento da democracia, da educação e da ética – e inicia uma conversa para que o futuro das artes no Brasil seja pensado coletivamente. É um início de discussão mais que necessária, pois, como afirma a artista, “É a falta de coletividade que nos leva ao buraco”.
Para conhecer mais: Ateliê Oço – Galeria Cinesol (Praça Carlos Gomes, 115, Liberdade – São Paulo/SP). Exposição O amor: modos e usos. Curadoria e organização: Claudinei Roberto. De 10/09 a 22/10/2011. Descobriu isso tarde demais? Acompanhe http://www.atelieoco.com.br/.
(1) Sobre isso, a artista explica que os ateliês coletivos, a partir do início da formação dos artistas pelas universidades, vêm sendo modificados pela lógica do mercado, sendo vistos hoje como meros locais de trabalho. O que ela pensa é um passo além, tal qual o OÇO e alguns ateliês, principalmente na área da gravura (como o Piratininga), estão fazendo: funcionando como ateliê, escola, centro difusor e de discussão. Nas palavras de Rosana Paulino: “O que penso é a possibilidade de mais ateliês funcionando como o OÇO, gerando cultura. Eles poderiam formar uma ‘rede’ cultural, com ajuda pública ou não – embora ache que incentivos possam ser interessantes. Este tipo de rede formada por pequenos produtores, independentemente do tipo de prática artística, revitaliza locais problemáticos. Vide o entorno da Praça Roosevelt, ocupado pelo pessoal do Teatro. Também barateia políticas culturais e pode ser mais eficiente, pois pode criar vínculos duradouros e diferenciados com a população do entorno“.

Fotos:

1 – A artista Rosana Paulino em meio a antropóloga Valéria Alves e o artista Sidney Amaral.

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2 – Obra Um ninho para o coração de quem se ama. 2011.

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3 – Obra Ainda a lamentar. 2011.

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4 – Fachada da exposição.

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